22.2.09

- Tens pressa. Demasiada.

Tens razão. Tenho medo das coisas que evoluem lentamente. Nunca resultaram em nada.

Assim, se for apressado, tudo o que se perder pelo caminho não custará tanto.

6 comentários:

Mona Lisa disse...

hmm...percebo este breve diálogo tão bem que nem imaginas...As coisas rápidas definitivamente não são tão assustadoras como as restantes.beijinhos

Heartbeats disse...

=) porque as coisas mais sólidas e antigas podem cair de um momento para o outro. E não é culpa de ninguém. Apenas de vibrações sonoras, de materiais que repentinamente se tornam imísciveis. É por isso que tenho dificuldades em ganhar confiança em alguém. Não consigo arriscar. Parece-me demasiado ridículo, tendo em conta as experiências anteriores.

beijinho

Heartbeats disse...

Não preciso de uma armadura, precisava era de me tornar mais compreensivo, menos posessivo, menos uma data de coisas.

Precisava de encontrar estabilidade em mim para aguentar as perdas naturais que ocorrem durante uma vida.

è por isso que não sei o que fazer da minha vida. Sozinho, não sei o que fazer. E preciso de saber. Preciso de saber isso antes de poder avançar.

Mona Lisa disse...

Bem vindo ao clube...Lamento desiludir-te, mas o mais provável é não ficares a saber. É sempre um tiro no escuro...Nestes casos o melhor é seguir o primeiro impulso. Arrisca! beijo

Daniel Silva disse...

SE ficares refém do passado, nao viverás. existirás em lamentos, recios e dúvidas. Só se avança voltando a amar. Mesmo sem se saber o resultado previamente. Nunca se sabe. E curiosamente costum a dizer-se que as coisas apressadas são as que nao resultam. Por mim, nao consigo as seduções no tempo nem os intervalos para angariar âncoras.

Talvez por isso me dê sempre por inteiro. Temos de levar com as ondas do mar abruptamente, para lhe conhecermos o cheiro e sentir a força. Mesmo que digam que esse nao é o caminho. DE que vale a vida que nao é entregue e partilhada?

Uma vez mais, noa é a substancia que está em causa: é a forma...

Daniel

Heartbeats disse...

O problema são as relações que não ficam bem resolvidas. As paixões por declarar, as amizades confusas... O passado amarra sempre algumas âncoras. É preciso perder o medo, é preciso ganhar leveza. Nada que o tempo não permita. Mas nada é absoluto. Acho que uma pessoa também não se deve entregar totalmente. Seria um suicídio emocional no meu caso. Pelo menos, até ter alguma segurança.

É complicado, as relações não são lineares, as aproximações também não. As pessoas mudam rapidamente e os laços não são fortes. Se se tornam é acaso. Não se pode forçar o imaterial. E por isso mesmo, cada vez me preocupo menos com as relações ditas amorosas. Vou vivendo, preenchendo-me com amizades, com cultura, com coisas...E quem sabe um dia, olha...Mas vou deixar de procurar. Cansei-me desnecessariamente. Demasiadas vezes. E no final de contas, é tudo uma fábula incutida pela sociedade, pela religião e pelos papás (alguns melhor que outros)...

Não penso que seja uma atitude fria. Gostava de partilhar a minha vida com alguém, mas na ausência desse alguém significativo, prefiro passar o tempo com outras preocupações. Sofrer a dobrar é que não.

Abraço ;)